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agosto 01, 2009

Fausto - 1926

Bom em primeiro lugar quero deixar claro que sou contra a pirataria de Cd´s e Dvd´s mas também sou contra os preços abusivos cobrados por certas lojas.

Existem filmes que são de domínio público portanto deviam custar mais barato. Acredito que uma cópia feita para uso próprio e não para a venda, não acarrete nenhum problema para a distribuidora. Isso também vale para os arquivos baixados da internet, sejam sinceros, não se acha certas obras em qualquer locadora.


É o caso de "Fausto" de F.W. Murnau. Com sua estréia em 1926 "Faust" consolidou a carreira do diretor Friedrich Wilhelm Murnau, que já havia concebido as obras primas do expressionismo alemão "Nosferatu" (1922) e "A Última Gargalhada" Der Letzte Mann (1924).

Ao contrário dos críticos a minha opinião é que Fausto é a grande "obra" de Murnau , com uma narrativa complexa a história do amargurado Dr. Fausto, retirada do romance de Goethe, é transposta com maestria para a tela, não se trata de uma transposição literal da obra, pois o romance de Goethe que por sua vez é inspirado numa lenda alemã, foi feito e duas partes, uma é a que a maioria conhece, (O mago cientista que faz um pacto com o demônio.) e a última e que fecha o ciclo com a redenção do personagem principal, foi publicada apenas após a morte do autor em 1832, mas mesmo que não fosse fiel ao livro "Fausto" é uma película indispensável para os amantes do cinema.

A história começa com uma aposta entre Mephistófeles (Emil Janings) e um anjo pela alma de Fausto. O Demônio propõe que a terra seja dada a ele caso consiga corromper a bondosa figura do Dr. Caso perca a aposta o demo tem que deixar a terra com o rabo entre as pernas.


Usando de vários artíficios malignos, Mephisto consegue que o Dr. assine o contrato renegando a Deus alcançando assim o seu propósito. A cena em que o contrato surge nas mãos do Demônio é espetacular, assim como a cena em que o demônio aparece pela primeira vez. (espetacular é claro para a época, mas mesmo assim tem um grande impacto.)


Fausto então segue a sua jornada ao lado de Mephistófeles, gozando dos prazeres da vida, Poder, Dinheiro e ostentação. O bom Dr. não resiste as tentações e se deixa levar pela lábia do Demônio.

É interessante como esta é a única adaptação famosa da da obra de Goethe, em 1994 o Tcheko Jan Svankmajer filmou sua versão do clássico (que não fez muito sucesso, analizaremos a mesma num futuro próximo) e houveram outros como a versão "Wolverine" de Brian Yuzna, (que também analisaremos em breve) mas na minha opinião creio que até hoje não tenha surgido um diretor com a sutileza de Murnau para fazer uma versão fiel, até porque a história não é exatamente o que pode se chamar de "politicamente correta" e hollywood com certeza tem suas limitações.

Alguns podem achar que a nossa coluna deu uma "elitizada" mas se pararmos para pensar "cinema trash" nada mais é do que produções de baixo orçamento, que divertem e apesar da tosqueira trazem histórias interessantes, a meu ver o Fausto de Murnau segue esses requisitos e ainda inova, mesmo com a falta de recursos da época.


Para aqueles que não conhecem a lenda de Fausto esta é provavelmente a sua adptação mais difundida.




A respeito do primeiro paragráfo. É claro que eu possuo uma cópia deste filme, mas não dou e não vendo, posso pensar em emprestar.

Por hoje é só.

julho 25, 2009

20 Milhões de milhas da terra.

Enfim meus amigos, depois de um jejum de 1 ano, sim meus caros, "um ano" sem atualizações da nossa coluna "Cinema Obscuro" eis-me aqui com a maior cara de pau de todas para dar continuidade a mesma.



Nesse período muitas coisas ruins aconteceram, espero que não tenham sido por causa deste humilde resenhista, faço aqui como sempre o mea culpa pois nesse periodo que fiquei "de folga" fui até mesmo ameaçado de morte por alguns dos meus queridos leitores, que não suportavam mais ficar sem a sua dose semanal de cinematografia trash. Dizem por aí a boca pequena que até mesmo que astros do cinema e da música mundial cometeram suícídio imaginando que a nossa coluna tinha ido para o além.

Mas vamos deixar o papo furado de lado e continuar com as nossas análise aprofundada sobre o chamado périodo "Preto e Branco" do mestre Ray Harryhausen, chegamos aqui a sua derradeira obra "20 Milhões de milhas da terra" (20 million miles to Earth, 1957) onde temos um mostro vindo de Vênus (Sim! Vejam que original!) tocando o terror na cidade de Roma (Sim! Vejam que original.) é claro que aqui a grande diversão mais uma vez e apreciar a técnica de Ray em sua plena forma.


No filme uma nave cai na costa da Sicília na Itália e um grupo de pescadores resolve prestar socorro, descobrimos então que dois astronautas humanos sobreviveram, sendo assim resgatados pelos pescadores, chegando em terra firme constatamos que a nave vinha de uma expedição a Venus e um dos sobreviventes morre devido a uma estranha doença de pele.


Em meio aos destroços, um garoto, filho de um dos pescadores e fascinado pelos cowboys americanos acha um recipiente de vidro com um tipo de casulo gosmento dentro e resolve leva-lo para o Doutor Leonardo (Frank Puglia) um zoologista, esperando assim conseguir alguns trocados.


Durante a noite o casulo se abre e dele surge o pequeno Ymir, uma criatura meio homem meio lagarto que lembra um pouco o "Monstro da Lagoa Negra" ele é visto primeiro pela neta do Dr Leonardo, Marisa (Joan Taylor, que já havia participado de outro filme de Ray "A Invasão dos discos voadores") imediatamente o Dr resolve colocar a criatura dentro de uma jaula fora de seu trailler. No dia seguinte a criatura dobrou o seu tamanho, estupefato pela descoberta, o Dr sai em busca do garoto que trouxe o casulo para saber mais sobre o monstro.


É claro que daqui para a frente vocês já imaginam mais ou menos o que acontece, o monstro o alcança um tamanho descomunal e foge, os militares tentam captura-lo para estudos sem sucesso e no final temos uma luta mortal do Ymir com um elefante enfurecido em frente ao coliseo; Como podemos ver, o roteiro segue a cartilha dos filmes B da década de 50 mas como eu disse antes a diversão aqui são os efeitos criados pelo mago Ray Harryhausen.


Uma curiosidade é que o nome do monstro não é citado na película, vemos uma citação do próprio Ray nos extras do segundo dvd onde ele cita a novelização do filme feita pelo escritor Henry Slesar para o primeiro número da revista "Amazing Stories Science Fiction Novels", no mesmo ano de 1957, com o título de "The Giant Ymir".


Vale citar que foi neste filme que Harryhausen estreou seu novo processo de movimentação entre miniaturas e pessoas reais. Era o chamado "Sistema Dynamation", que permitia colocar pessoas atrás e à frente da criatura sem causar aquela impressão artificial de filmagem sobreposta sob tela grande. A técnica foi muito mais aprimorada nos filmes seguintes, que seriam todos coloridos e, por isso mesmo, exigiam uma renovada sofisticação para que ficassem mais "acreditáveis"


Este é o último Dvd da coleção que foi remasterizada e colorida recentemente, a técnica como eu já havia comentado aqui não é das piores, mas para os cinéfilos mais "conservadores" é claro que é muito mais divertido assistir em preto e branco para se ter a mesma sensação daquela época.

Mais uma vez deixo os créditos de alguma informações adicionais que coletei no site Boca do Inferno o qual sou um frequentador assíduo.

VINTE MILHÕES DE MILHAS DA TERRA (20 million miles to Earth, Estados Unidos, 1957).
Duração: 82 minutos
Direção: Nathan (Hertz) Juran
Roteiro: Christopher Knopf, Bob Williams, baseado numa história de Charlotte Knight
Produção: Charles H. Schneer
Fotografia: Irving Lippman; Carlo Ventimiglia
Música: Mischa Bakaleinikoff
Edição: Edwin H. Bryant
Efeitos Visuais: Ray Harryhausen
Direção de Arte: Cary Odell
Elenco: : William Hopper (Robert Calder); Joan Taylor (Marisa Leonardo); Frank Puglia (Dr. Leonardo); John Zaremba (Dr. Judson Uhl); Thomas Browne Henry (Maj. Gen. A.D. McIntosh); Tito Vuolo (Charra); Jan Arvan; Arthur Space; Bart Braverman; Sid Cassel; John Duke; Ray Harryhausen (visitante do Zoo - não-creditado)

junho 27, 2008

O Monstro do Mar Revolto

É meus caros, o clima de protesto pela periodicidade da nossa coluna "Cinema Obscuro" continua. Infelizmente tem algumas sexta-feiras (ou seria sextas-feiras?) que fico incapacitado de postar é claro que por conta disso, no resto da semana, o Brasil inteiro sofre, pois todos os tipos de manifestação contra a minha pessoa são feitas, causando transtornos no trânsito e na rotina dos cidadãos que não tem nada haver com o peixe. Eu sei que minha credibilidade não esta valendo nem um papel de bala amassado, mas vou tentar dar um jeito nisso.

O filme de hoje, dando continuidade aos clássicos de Ray Harryhausen é "O Monstro do Mar Revolto" (It Came from beneath the sea, 1955) numa tradução literal seria "A coisa que veio do Mar" gosto mais do título escolhido pois a tradução remete a vários trocadilhos de duplo sentido, que no momento não vale a pena discorrer.


No filme um enorme polvo, criado pela radição de testes nucleares, comete o terrível erro de se lançar contra o submarino do capitão Pete Mathews ( Kenneth Tobey) , levando o bravo comandante a persegui-lo por todo o oceano pacífico antes que ataque alguém. Enquanto o exército apressa-se a desenvolver um torpedo especial capaz de penetrar no cérebro do polvo mutante e destruí-lo , o monstro de oito braços rapidamente descobre como sobreviver na terra. Impõe o caos na Golden Gate , levando os habitantes de São Francisco a fugir para salvar as suas vidas.

Por causa do baixo orçamento Harryhausen criou um polvo que só tinha seis tentáculos, o que na película não faz a menor diferença pois o que importa quando o monstrengo aparece é a destruição e a correria que ele causa.


A direção do filme é de Robert Gordon, que mais tarde se dedicaria ao western televisivo das séries Maverick e Bonanza. E ainda contava com a bela Faith Domergue fazendo o papel e uma biológa, que mais tarde se torna o interesse romântico do capitão do submarino. Como na maioria dos filmes de Ray, os atores pouco importam, a grande diversão e ver a técnica do mestre em ação em cenas que inspiraram e inspiram até hoje grandes diretores como Tim Burton, Roland Emerich e até mesmo JJ Abrams com o seu "Cloverfield".

Assim como "Earth vs The Fliyng Sauces" este filme vem com a opção de ser visto colorizado por computador, o que é uma curiosidade interessante pois, como já disse antes, é uma técnica muito bem feita.

Para os fãs de Harryhausen um prato cheio para esta sexta-feira, e para a garotada que nunca viu, fica a dica para saber de onde surgiram estes efeitos maravilhosos.

Nome Original: It Came from Beneath the Sea
Direção: Robert Gordon
Elenco: Kenneth Tobey, Faith Domergue, Donald Curtis, Ian Keith, Dean Maddox Jr., Chuck Griffiths, Harry Lauter, Richard W. Peterson, Tol Avery, Del Courtney,
País: EUA
Ano: 1955
Duração: 79 min
É claro que eu sou um sacana e puxei parte destas informações do blog Câmara de Filmar
Por hoje, é só...

junho 08, 2008

A Invasão dos Discos Voadores


É meus caros, na última convenção organizada pelo UG houveram vários protestos pelo sumiço da coluna "Cinema Obscuro". Faço aqui novamente o Mea culpa pelo ocorrido, primeiro por que sou o único louco o suficiente para procurar e assistir a estas pérolas trash que quase ninguém conhece e segundo por que além de colunista sou também ilustrador do Universo Germinante e este último mês de maio foi atribulado pra caramba, mas isso tudo vai valer a pena, eu espero, pois já estão no gatilho o novo suplemento do Rpg Maytréia "Vaysas" e a nova edição da guerreira "Valkíria" para a revista "Tempestade Cerebral 03". E claro que o Ug ainda tem muitas surpresas para este ano, como o suplemento de Rebelião Ascensão e Queda chamado singelamente de "Céu e Inferno" e vários outros projetos em andamento.

Mas vamos ao que interessa sei por que vcs acessam esse pardieiro, e excepcionalmente neste Domingo, eis-me aqui na frente do computador, para suprir a sua necessidade semanal de cultura trash.

O filme de hoje se chama "A Invasão dos Discos Voadores" (Earth vs. the Flying Soucers) produzido em 1956 nos Estados Unidos, essa produção surpreendeu o público dos cinemas pelos efeitos especiais criados pelo mago do Stop Motion Ray Harryhausen, para quem imagina que "Independence Day" e "Marte Ataca!" mostraram os grandes monumentos da capital dos Eua sendo destruídos pela primeira vez, se enganou. Harryhausen sozinho, produziu os discos voadores mais "carismáticos" do cinema de ficção e ajudou a criar um dos filmes mais divertidos da época.

Não sei exatamente se "divertido" é a palavra certa, pois na época ainda havia aquele clima da guerra fria pairando no ar e os americanos viam este tipo de filme como uma profecia que poderia se realizar a qualquer momento, é claro que com os russos no lugar dos alienígenas.

Na história Dr. Russell Marvin (Hugh Marlowe) trabalha para a operação Skyhook, um projeto do governo que envia foguetes ao espaço para testar vôos futuros no espaço. Quando os foguetes começam a desaparecer misteriosamente, o Dr. Marvin começa uma investigação, juntamente com a sua mulher e assistente, Carol (Joan Taylor) e descobre que os foguetes têm sido interceptados por um exército de alienígenas que dão um ultimato a humanidade: lealdade ou morte! Ao passo que os alienígenas começam a atacar cidades, incluindo um inesquecível ataque a Washington, D.C., o Dr. Marvin e sua mulher precisam encontrar uma maneira de parar os invasores antes que seja tarde demais. Parece um argumento meio simplório mas creio que o grande atrativo do filme sejam os efeitos criados por Harryhausen, que são de encher de lágrimas os olhos dos amantes de filmes Sci-Fi dos anos 50.

Existem alguns atores no filme com a habitual canastrice da época, mas não vou perder meu tempo citando todo mundo, os únicos que valem o destaque são os protagonistas mesmo, que já haviam feito outros filmes de Harryhausen, Rugh Marlowe por exemplo, participou do famoso "O Dia em Que a Terra Parou" de Robert Wise.

Como na maioria dos filmes desta época o orçamento era curto, então a criatividade era a grande arma dos cineastas, o som dos discos voadores por exemplo, era uma distoção do barulho do sistema de encanamento de uma estação de águas de NY a mesma que foi usada como instalação militar do filme; E várias imagens de arquivo como pessoas em pânico e explosões em testes militares são usadas ao longo do filme, mas tudo feito com grande competência, para a época, e que não compromentem o filme.

Este filme foi lançado junto com mais três em dvd numa coleção em homenagem a Harryhausen, nela temos ainda "O Monstro do mar Revolto" e "20.000 milhas da Terra" o qual falaremos em breve por aqui; Todos vem com a versão Pb original e mais a versão colorida, que por incrível que pareça não tem aquele efeito de canetinha escolar que era característico dessa técnica, mostrando que a mesma evoluiu muito. O próprio mestre Ray Harryhausen aprovou, dizendo que não fizeram colorido na época por que não havia grana suficiente, portanto diversão garantida para o seu Domingo a noite.

Grande abraço a todos e por hoje é só.

abril 18, 2008

Força Sinistra - 1985

É meus amigos, o feriadão vem aí. Eu vou ficar em casa mesmo, passar quatro horas com a bunda sentada num banco de carro não é o meu forte, para quem curte esse tipo de martírio seja feliz e boa viagem, cuidado com o excesso de velocidade e calibre bem os pneus.



A nossa coluna "Cinema obscuro" de hoje é para mim um momento marcante, o filme em questão não é tão antigo é de 1985, e é claro que alguns de nossos leitores já viram ou ouviram falar dele, se chama "Força Sinistra" (Lifeforce) um filme que apesar dos grandes nomes envolvidos como o diretor de "Poltergeist" e "O Massacre da Serra Elétrica" Tobe Hopper; O grande artista de efeitos visuais John Dykstra que já havia trabalhado em "Guerra nas Estrelas" e ainda tinha no roteiro nada menos do que o 8º Passageiro Dan O'Bannon, me deixou marcada na retina várias imagens, e pelo menos 90% da culpa é da atriz Mathilda May.

Sim meus amigos, eu tinha mais ou menos uns 14 anos quando vi esse filme pela primeira vez e como bom adolescente onanista, não estava me importando nem um pouco para a direção de arte ou para a trilha sonora do filme, que aliás é muito bem conduzida por Henry Mancini ("Pantera Cor-de-Rosa") o que me importava era que quase o filme inteiro tinha mulher pelada andando para cima e para baixo.



Tudo começa quando a tripulação de um ônibus espacial descobre, na cauda do cometa Halley,(aquele que eu não vi.) uma espaçonave contendo alienígenas fossilizados, a maior parte semelhantes a grandes morcegos. Três dos alienígenas, em forma humana, são trazidos à Terra, revivem e, ao se alimentarem da força vital de suas vítimas, transformam as pessoas em um tipo de vampiros. As vítimas continuam o ciclo, e em breve todo o planeta está em perigo. O único sobrevivente do ônibus espacial (Steve Railsback) segue em busca da líder dos vampiros do espaço.


Que aliás é o titulo original do livro em que o filme foi inspirado, escrito por Colin Wilson.

Força Sinistra custou na época uma pequena fortuna, vinte e cinco milhões de dólares, que para um filme dos dia de hoje é merreca, e não fez muito sucesso no seu lançamento, o que fez com que a produtora abrisse falência alguns anos depois; O escritor do livro detestou o filme, pois deturparam boa parte do seu roteiro, incluindo a passagem do cometa Halley, que não havia no original. Tobe Hopper ainda dirigiu mais dois filmes para a mesma produtora os fracos "Invasores de Marte" e o "Massacre da Serra Elétrica" e nunca mais fez nenhum filme de grande orçamento.




Mas é o que digo para vocês caros amigos germinantes, nada disso importava para mim, eu tinha gravada na minha mente a imagem de Mathilda May com os seios desnudos, e isso bastava, acreditem.




O filme tem seus erros é claro, mas também tem todos os elementos de um bom filme de terror B, caixões (de cristal neste caso), estacas e um toque de sacanagem soft, temos até o climax numa catedral gótica, e ainda conta com a presença do Prof. Xavier, Patrick Stewart que se tivesse o cacife de hoje não teria entrado no barco com certeza.



Enfim, uma superprodução com cara de filme trash, interessante é que merece ser assistido.


E ainda tem Mathilda May sem roupa.

Por hoje é só.

abril 04, 2008

O Monstro da Lagoa Negra

Até que enfim é sexta-feira, esse é o bordão preferido de cada dez entre nove bebuns do Rio de Janeiro; O final da semana é dia de bar cheio, cara cheia e infelizmente emergências de hospital cheias, o maior número de acidentes de trânsito provenietentes de escesso de bebiba alcóolica acontece entre sexta e sábado, portanto fiquem de olho e se abusar da "mardita" vá de taxi.

Mas não foi para isso que vocês, caríssimos leitores, acessaram esse muquifo hoje, eu sempre começo com algum tipo de protesto velado, pois acho que isso possa causar algum efeito, a cada dia somos bombardeados com doses cavalares de ignorância e descaso, eu acho que já é tarde, mas enfim, vamos a nossa coluna "Cinema Obscuro", somente com resenhas de filmes supimpas para sua sexta a noite. Alguns me perguntam onde consigo essas tranqueiras, o que posso dizer, sem ter que dar um sumiço em vocês, é que eu sou um aficcionado por filmes B; Quando não consigo achar o que quero nas locadoras eu procuro nos torrents da vida, mas só uso em último recurso apesar de ser quase impossível achar certos filmes em locadoras. Se quiserem alguns toques de como achar certos filmes me mandem um e-mail: alex_genaro@yahoo.com.br

Hoje discorreremos um pouco sobre "O Monstro da lagoa Negra" um dos últimos filmes de monstros da Universal que, na minha opinião, inaugurou a era dos grandes monstros do cinema, afinal não haveriam Predadores, Aliens e genéricos se em 1954 numa lagoa escondida na floresta amazônica,(Brasil-sil-sil-sil) uma criatura meio homem, meio anfíbio instalasse o terror em um grupo de cientistas desavisados.

A sipnose da Wikipédia define bem o mote da película:

Uma expedição geológica ao Amazonas, descobre evidências fossilizadas de ligações entre animais da terra e animais aquáticos, na forma de um esqueleto com dedos com membranas. O professor Carl Maia e seu amigo David Reed, um ictiologista que trabalha em um Instituto de Biologia Marinha, conseguem dinheiro para uma nova expedição em busca de mais evidências do estranho animal. Eles vão a bordo de um barco a vapor chamado Rita, capitaneado por Lucas. Além de David, Maia e Williams, a expedição é composta ainda de Kay Lawrence, namorada de Reed, e outro cientista chamado Dr. Thompson. Quando chegam ao sítio arqueológico, eles descobrem que os homens que ali estavam foram assassinados. Resolvem buscar rastros da criatura em um lugar chamado Lagoa Negra. Mais tarde, quando Kay nada na lagoa, ela é atacada por uma misteriosa criatura anfíbia, que logo percebem tratar-se do animal que procuram.


















A cena do ataque em questão é muito bem feita e foi "copiada" mais tarde por Steven Spielberg em "Tubarão" o uso das câmeras subaquáticas foi excelente e abriu caminho para várias tecnologias similares ao longo dos anos; "The Creature of The Black Lagoon" ainda contava com cópias feitas na grande novidade da época, o cinema 3D, mas o método ainda era meio cru e não chegou a emplacar, um dia podemos analisar melhor sobre essa mania do 3D em outro post.


No quesito maquiagem a Criatura pode ser considerada um dos grandes feitos da sua época pois o ator/nadador Ricou Browning, tinha todo o seu corpo coberto pela "armadura" de borracha e tinha que permanecer até quatro minutos debaixo dágua sem emitir bolhas. Devido a este detalhe a roupa do monstro foi confeccionada sem que houvesse um tanque de ar embutido. Seguindo a deixa, a criatura foi confeccionada pelo escultor Jack Kevan e sua equipe, mas foi criada pela estilista Milicent Patrick que não recebe créditos na ficha técnica.


Dirigido por Jack Arnold especialista em filmes de ficção da época e com o elenco competente composto pela bela Julie Adams "The Creature of The Black Lagoon" ainda dá sinais de uma certa preocupação com o meio ambiente, levantando algumas questões que só viriam a nos preocupar nos dias de hoje.

Se acomode na cadeira e apague a luz que a diversão é garantida.

Por hoje é só.

março 28, 2008

Carnival of Souls

É isso ái macacada, mais uma sexta-feira; Esta semana morreu um dos grandes autores de ficção científica da nossa era Arthur C. Clarke, criador de "2001 - Uma Odisséia no Espaço", levado para o cinema por Stanley Kubrick, Clarke fora várias vezes hospitalizado por insuficiência respiratória desde que celebrou 90 anos em Dezembro. Clarke, que desde 1945 previa as comunicações por satélite, escreveu mais de 80 obras. Era o mais conhecido dos residentes estrangeiros no Sri Lanka, onde uma Academia tem mesmo o seu nome.


Aí os dois leitores dessa coluna me perguntam: Então vc irá escrever sobre "2001"? O filme que praticamente recriou a forma de fazer cinema de ficção, adorado por uns e execrado por outros; Que abriu caminho para várias teses sobre a corrida espacial? Claro que não pequeno padawan, o título de nossa coluna é "Cinema Obscuro" e o clássico de Kubrick já passou até no Supercine, aí não vale.





O filme dessa sexta é "Carnival of Souls" [1962] do diretor Herk Harvey; Um filme que apesar de relegado a obscuridade influenciou vários diretores de renome, incluindo o pai dos mortos-vivos George A. Romero e o malucão David Linch. Harvey teve uma idéia ao visitar um parque aquático abandonado e se uniu ao roteirista John Clifford para criar um dos filmes mais assustadores do cinema, com uma belíssima fotografia em preto e branco, trabalho brilhantemente executado pelo diretor de arte Maurice Prather; "Carnival of Souls" é um belo exemplo de que não se precisa de milhões de dólares para se conceber uma obra-prima.

A história começa com Mary Henry, a bela Candace Hilligoss, e suas duas amigas se envolvendo num "racha" automobilístico com dois rapazes, a corrida termina mal e o carro das garotas cai de uma ponte; Mary é a unica sobrevivente da tragédia e desde esse momento passa a ter delírios com um várias figuras sinistras nas horas mais improváveis. Ela resolve sair da cidade e se hospeda numa pensão no interior, lá é assediada pelo gaiato John Linden, interpretado por Sidney Berger, que tenta a todo custo conquistar sua simpatia. Mary, que consegue o cargo de organista numa igreja local, tem cada vez mais pesadelos com fantasmas que aparecem em espelhos e refletidos em vidro, até mesmo a ajuda de um psiquiatra se torna inútil, no final; Bom, você não acha que eu vou contar né? O que posso dizer é que o filme é comparado a um grande episódio de "Além da Imaginação" então já dá para ter uma idéia de como a coisa vai terminar.



Rodado em apenas duas semanas e com um orçamento curtíssimo "Carnival of Souls" também tem uma das trilhas sonoras mais aterradoras, constituída por acordes de orgão, indo do tema gótico até os toques religiosos, dando ao filme uma "aura" que incomoda e ao mesmo tempo fascina, só senti esse mesmo efeito em "A noite dos Mortos Vivos" do Romero e olhe lá.


Um filme para ver a noite e com as luzes apagadas e não se esqueça do balde de pipocas.
Neste artigo usei algumas informações do Blog de Portugal "Cineclube de Faro" acessem eu recomendo.

Por hoje é so.

março 14, 2008

O Homem Invisível

É meus caros, fiquei sabendo hoje pela manhã que a Assembléia Legislativa aprovou um projeto, que criaria mais três dias de carnaval em julho. O Prefeito César Maia, numa síncope de bom senso é contrário a idéia, é claro, alguém tem que pagar essa conta e ele não quer o dele na reta. Os nossos governantes só pensam em divertir o povo e atrair turistas, se o dinheiro ganho nesses eventos tivessem uma aplicação honesta tudo bem, mas todos nós sabemos para onde ele vai.

Chega de politicagem, eu sei o que a maioria dos nossos dois leitores vem procurar aqui na sexta-feira, a nossa querida e amada coluna "Cinema Obscuro" trazendo só filmes do balacobaco e resenhas porcamente detalhadas, vamos a ela.



Falaremos um pouco sobre "O Homem Invisível" The Invisible Man [1933] dirigido por James Whale e adaptado da novela de H.G. Wells; Creio que a história a maioria já conheça, pois a mesma já foi adaptada diversas vezes no cinema e na televisão. O cientista Jack Griffin (Claude Rains) descobre por acaso uma fórmula de invisibilidade ao testa-la nele mesmo, descobre que ser invisível não é tão bom como ele pensava.

Trata-se de um exercício sobre o poder, sim, ser invísivel afinal é se ver livre de moral e de culpa, o que você faria se não pudesse ser visto? Como seria não poder fitar seu rosto no espelho e se questionar por atos vis? São estas as perguntas que perseguem o personagem durante o filme, Griffin leva sua loucura aos extremos "Um homem-invisível pode matar, estuprar e roubar e nunca será pego" ele afirma. Até mesmo seus amigos não estão livres de sua violência e dissimulação.

O diretor James Whale, que três anos atrás havia feito o clássico "Frankenstein",(1931) acertou a mão ao dispensar a presença de Boris Karloff para o papel principal e chamar o novato Claude Rains, pois ele achava que o personagem precisava de alguém com uma voz hipnótica pois não mostraria seu rosto durante todo o filme. Rains, que apesar de um passado humilde tinha um ar altamente sofisticado, tinha ali uma chance para mostrar seu trabalho e o fez com maestria.

Com efeitos especiais de John P. Fulton e maquiagem do mago Jack P. Pierce, que para época eram revolucionários, "O Homem invisível" marcou época e criou mais um, dos grandes personagens icônicos da Universal, abrindo caminho para várias outras continuações como “A Volta do Homem Invisível” (The Invisible Man Returns, 1940), de Joe May e roteiro de Curt Siodmak, (o mesmo que criou o roteiro de "O Lobisomen" com Lon Chaney Jr.) estrelando o ícone Vincent Price; “The Invisible Woman” (1940), também escrito por Siodmak, com o cientista interpretado por John Barrymore transformando a atriz Virginia Bruce em invisível através de uma máquina; “Invisible Agent” (1940) , com Peter Lorre; “The Invisible Man’s Revenge” (1944), escrito por Bertram Milhauser, e finalmente a comédia “Abbott and Costello Meet the Invisible Man” (1951)

O livro de H.G. Wells foi adaptado "quase" fielmente por R. C. Sheriff e Philip Wylie, que depois de várias tentativas de afastar o roteiro da idéia do livro, resolveram sabiamente fazer o mais certo. O diretor inseriu algumas cenas de humor negro que eram sua marca registrada na época e deu mais charme ao personagem deixando-o com uma personalidade mais interessante e sarcástica.

No elenco ainda temos a bela Gloria Stuart, que mais tarde (beem mais tarde, diga-se de passagem.) faria o mega-blockbuster "Titanic".


Novamente creditando algumas informações adicionais que busquei no site Boca do Inferno visitem eu recomendo.

Por hoje é só.

fevereiro 29, 2008

Planeta dos Vampiros

É isso aí minha gente, primeiro peço desculpas por que na semana passada não pude postar a nossa coluna "Cinema Obscuro" sei que isso pode ter gerado vários atos de vandalismo e suicídios coletivos pelo Brasil afora, mas faço aqui o mea culpa pois problemas além da minha competência me impediram de postar, espero compensá-los com matérias apaixonantes ao longo da semana.


Mas vamos ao que interessa.


Nesta sexta-feira falaremos de "Planeta do Vampiros" [1965] um filme Italo-espanhol dirigido pelo italiano Mario Bava. conhecido pelos amantes de terror pelos filmes, "Black Sabbath: As Três Máscaras do Terror" e "A Máscara do Demônio" nele um grupo de astronautas da espaçonave Argos detecta um sinal vindo de um planeta próximo (Ura) como se fosse uma mensagem de socorro, o sinal também é descoberto por outra nave, a Galliot, que esta mais próxima e acaba chegando primeiro.


As naves são atraidas para o planeta de uma forma inexplicável, e ao pousarem a tripulação é tomada por uma fúria insana, chegando ao ponto de querer matar seus companheiros. O comandante da Argos chega a tomar o controle da situação antes que as coisas piorem, mas o mesmo não acontece na Galliot onde todos lutaram entre si até a morte.

















Situação "controlada" o que restou da tripulação da Argos resolve enterrar os companheiros mortos e fazer uma busca pelo planeta o que descobrem é que outras raças, inclusive uma raça de gigantes, já pousaram ali e sofreram as mesmas reações que eles.

Este plot lembra alguma coisa? É meu caro, você não se enganou, é o mesmo enrredo de "Alien - O oitavo passageiro" de Ridley Scott, algumas mudanças aqui e acolá e é claro toda a tecnologia possível na época, tornaram o filme de Scott um grande sucesso enquanto "Terrore nello spazio" ficou osbcurecido, mas como dizia o velho guerreiro Darwin "nada se cria, tudo se transforma", Alien não chega a ser uma cópia descarada e apenas uma "releitura" muito bem realizada do filme de Bava.


No elenco ainda temos a presença da brasileira Norma Bengell ela mesmo de "O homem do Sputnik" e "Os Cafajestes" em que ela protagonizou a primeira cena de nu forntal do cinema brasileiro. Ela interpreta a astronauta Sanya braço direito do comandante da nave interpretado pelo ator americano Barry Andrews. Bengell dirigiria mais tarde "O Guarani" filme que consolidou sua carreira.


"Planeta dos Vampiros" pode ser considerado "cinema arte" pois seus cenários e locações são quase teatrais, reza a lenda que o diretor usou material reciclado de épicos italianos rodados nos estúdios Cinecittá de Roma, local onde foram filmados “Ben Hur” (1958), “Quo Vadis” (1949) e “A Doce Vida” (1960), de Fellini com certeza um exemplo de como se pode ser criativo em tempos de crise.

Para a garotada de hoje o filme pode parecer meio parado, mas essa era uma característica dos filmes da época o que não tira brilho da película, que ainda conta com figurinos bem interessantes.


Para fechar só posso dizer que "Planeta" é um filme bacana e merece ser conferido, seu final é um dos mais pessimistas que já vi em filmes de ficção o que conta como ponto positivo em meio ao "politicamente correto" que permeia o cinema atual.
É claro que não posso deixar de creditar o site Boca do Inferno que é onde busco complementar algumas informações.

Por hoje é só.

fevereiro 15, 2008

A Última Gargalhada

É isso aí minha gente, mais um "Cinema Obscuro" trazendo só o fino da bossa do cinema, uma coisa que tenho que avisar é que desde que comecei a escrever estas resenhas, as vezes me deparo com informações que esqueci de incluir, portando os artigos podem ser atualizados de vez em quando, fiquem de olho.

Hoje vamos falar sobre "A Última Gargalhada" [1924] filme alemão do Diretor F.W. Murnau, mais conhecido pelo clássico "Nosferatu", Murnau era sem dúvida um visionário, muitos dos maneirismos de câmera que diretores contemporâneos usam, são de autoria dele. Em "Der Letzte Mann" conhecemos a história do porteiro de hotel, que depois de vários anos de serviços prestados se vê substituido por um mais jovem e com mais disposição para o trabalho.

O Porteiro é interpretado por Emil Jannings, que já havia trabalhado com Murnau em "Fausto" no papel de Mefistófeles, sua representação do porteiro é no mínimo tocante, é de uma angústia terrivel a cena em que o gerente do hotel pede que lhe retirem o uniforme, simbolo de orgulho para o personagem, que é rebaixado a criado do banheiro masculino. Neste momento é que Murnau mostra todo o desespero do ex-porteiro, que chega a roubar o antigo uniforme para que seus vizinhos e familiares não percebam que ele já não tinha aquela posição garbosa.

Ao vestir o uniforme nosso personagem (que não tem nome mesmo, só sabemos que ele era o porteiro.) tem ilusões de grandeza com sua antiga ocupação e consequentemente tem acessos que beiram a loucura. Com uma bela fotografia feita por Robert Baberske e Karl Freund, este último dirigiria mais tarde em 1932 o classico "A Múmia" com Boris Karloff. "A Última Gargalhada" é considerado um dos grandes filmes do diretor. Murnau quando terminando o filme sentiu tanta pena do personagem que chegou a fazer um "final alternativo" onde o porteiro teria um destino diferente e mais feliz do que o original.



A música ficou a cargo de Giuseppe Becce que já havia feito o "Gabinete do Dr. Caligari" e mais tarde faria "Frankenstein" da universal, mais uma vez com Boris Karloff, (vamos falar muito dele por aqui aguardem.) e já usava a mesma para dar o tom do filme e não mais como simples pano de fundo.


Com certeza um grande filme que trata dos valores humanos e de como algumas ações podem ter efeitos destruidores na auto-estima de pessoas mais frágeis.

Por hoje é só.

fevereiro 08, 2008

A Garota Demônio de Marte

É isso aí meus caros, se assentem nas cadeiras e tragam a pipoca. Esta começando mais uma coluna "Cinema Obscuro" que traz para vcs só a filé do cinema.

Hoje vamos falar um pouco sobre este clássico produzido na inglaterra "Devil Girl From Mars" [1954] o titulo foi traduzido literalmente no Brasil "A Garota demoníca de Marte" apesar do título remeter a um filme de terror, não é o que acontece, pois o filme foi concebido como um tipo de "resposta" a outro filme clássico de ficção científica americano "O Dia em que a terra Parou" [1951] paralelismos a parte, seria até uma heresia comparar "Devil Girl" com o filme de Robert Wise, pois enquanto o segundo marcou época com sua crítica ao sistema belicista americano o segundo nada mais é do que entretenimento sem compromisso, gerando risos quando deveria incutir medo.

Nossa história começa numa pequena pensão na Escócia onde um grupo de hóspedes se prepara para mais uma noite tranquila, neste mesmo instante, um cientista e um agente federal estão parados na estrada por causa de um defeito no carro e resolvem dar uma paradinha na estalagem para pedir ajuda e descolar um rango, no meio do jantar os hóspedes sentem um tremos e vêem uma luz muito forte vinda de fora, quando vão averiguar enxergam um disco voador pousando numa área descampada ao longe. O agente tenta contato com as autoridades mas os telefones não funcionam e o clima de pânico já está instalado. Eis que surge Nyah, a Garota marciana do título, interpretada pela sexy e gótica Patricia Laffan. Disfarçando suas verdadeiras intenções e se infiltrando, a principio amigavelmente, entre os humanos a bela está apenas colhendo informações para a sua missão.

Missão esta que consiste em capturar homens viris e saudáveis para levar a seu planeta, onde as mulheres venceram a, citada por ela mesma, "Guerra dos Sexos" extinguindo todos os indivíduos masculinos. Ela já deixa bem claro que niguém irá se interpor em seu caminho.


Se isso acontece no Brasil, ali na Uruguaiana, uma fila quilométrica surgiria na frente do disco voador (que mais parece um abajur ao contrário) da marciana, mas como foi na inglaterra ela teve que usar de várias artimanhas para conseguir seu intento. Não bastando a sua indefectível indumentária em couro preto e sua mini-saia, Nyah ainda faz uso de seu robô (leia-se uma caixa de papelão com luzes) para ameaçar o pequeno grupo de marmanjos.


"Devil Girl From Mars" foi dirigido pelo inglês David MacDonald numa época em que a América vivia a sombra da bomba atômica, um filme interessante pelo fato de brincar com os valores tradicionais (mesmo que não fosse intencional.) mostrando o medo dos ingleses de uma sociedade mais liberal, onde as mulheres detém o poder. Na época houve uma febre deste tipo de filme alguns como "Attack of the Fifty Foot Woman" de 1958 e "Cat-Women of the Moon" de 1953 faziam a alegria dos marmanjos nos "drive-ins" nos anos 50. As mulheres dominadoras eram um tipo de fetiche dos produtores e diretores destes anos. Hoje em dia não seria tabu até por que as mulheres já dominam o mundo mesmo.


Com uma bela fotografia em preto e branco "Devil Girl" é diversão garantida para qualquer amante de filmes B. E ainda conta com a presença da bela Hazel Court que mais tarde faria "A Maldição de Frankenstein" com Peter Cushin e Cristopher Lee da famigerada produtora Hammer que se tudo correr bem, ainda vamos falar muito por aqui.

Complementei este artigo com informações colhidas do site "Boca do Inferno" e do Blog BitLogger dois sites bem bacanas, visitem.

Por hoje é só.

fevereiro 01, 2008

O Mensageiro do Diabo

É Sexta feira, carnaval chegando, e com ele a velha desculpa dos inrustidos de plantão se vestirem de mulher, fazer oquê né?! Bem amigos do Universo Germinante mais um "Cinema Obscuro" trazendo para vcs só a nata do cinema.

Hoje falaremos um pouco sobre "Night of the Hunter"(1955) conhecido no Brasil como "O Mensageiro do Diabo" um título que até exprime melhor alguns aspectos do filme, mas enfim acho que a tradução literal "A noite do Caçador" não teria o impacto da primeira, um dos poucos casos onde isso acontece nas traduções para o português, é claro que isso é uma opinião pessoal.


"Night of the Hunter" foi o primeiro e único filme do diretor e ator Charles Laughton indicado ao oscar de melhor ator em 1957 por Witness for the Prosecution (Testemunha de Acusação) uma pena, pois o filme naufragou nas críticas negativas e na resposta do publico e virou a grande "pedra no sapato" do diretor, um fato deveras estranho pois alguns anos mais tarde seria considerado um dos filmes mais assustadores do cinema e celebrado com obra de arte pelos críticos "especializados". Realmente "Mensageiro do Diabo" tem uma estética sem comparações, misturando nuances de teatro com as sombras do cinema mudo alemão, Laughton fez um filme considerado por muitos "perfeito" que tira o máximo de todo o elenco envolvido.

Por falar em elenco, que é um espetáculo a parte, encabeçado por Robert Mitchum, numa interpretação inspirada do pastor-maníaco-homicida Harry Powell, e por Peter Graves do seriado "Missão Impossivel" que faz o ladrão Ben Harper, somos apresentados a uma bela história de inocência perdida e valores dúbios, coisa muito corriqueira hoje em dia, mas que para época trazia um certo desconforto.

A história começa com Ben Harper fugindo de um assalto a banco com 3 mil dólares, que na época eram uma fortuna, chegando em casa tem que esconder o dinheiro e confia aos dois filhos pequenos Jonh e Pearl o segredo de nunca revelarem a ninguém o seu paradeiro. Ben é preso junto com Powell que já matou várias esposas, mas esta lá acusado de roubo de carros. O pastor fica sabendo sobre o dinheiro e quando Ben é enforcado e ele solto, resolve procura-lo.

Neste momento é que o filme mostra a que veio, de um lado o pastor homicida em pele e cordeiro, tentando conter seus instintos naturais e do outro as crianças, que só podem contar com a sagacidade infantil e a sorte para escapar.

Revelar aqui o final seria um desrespeito a quem nunca assistiu, mas posso garantir que não é a toa que o filme se tornou cultuado. Se hoje não tem o impacto de 1955 pelo menos é uma ótima diversão para uma noite chuvosa de sexta-feira.

Por hoje é só.

janeiro 25, 2008

-Cinema Obscuro- One Million Years B.C.

Um dos grandes problemas de se manter um blog são as atualizações, o que dizer? Não é todo dia que se tem um assunto interessante para se discorrer. Por isso, todas as Sextas-Feiras farei, a coluna "Cinema Obscuro" onde vou usar todo o meu acervo cinematográfico para falar de filmes antigos e algumas películas que não passaram no cinema mas deixaram sua marca de alguma forma, seja ela boa ou ruim.


O filme de estréia não é tão obscuro assim, se trata de "One Million Years B.C." filme inglês de 1966 que já é uma regravação de um filme de mesmo nome datado de 1940 (este eu não vi.) no Brasil recebeu o nome de "Um Milhão de anos antes de Cristo" nele temos a musa Rachel Welch em toda a sua bela forma, correndo, pulando e enfrentando dinossauros.



O mote principal do filme não é muito complexo, até por que o filme não tem falas, só um pequeno prólogo para situar o espectador, depois disso são só grunhidos e um dialeto inteligivel, Jean-Jacques Annaud faria parecido 15 anos depois em "A Guerra do Fogo" só que levando bem mais a sério. Digo isso porque depois de uns vinte minutos de filme não se pode ficar sem rir vendo uma iguana se fazendo passar por dinossauro ou vendo todas as mulheres da tribo com lindos cabelos sedosos e maquiagem perfeita.

Raquel Welch interpreta Loana, membro de uma tranquila tribo pré-história chamada "Povo da Concha" em sua constante luta pela sobrevivência num mundo dominado pelos dinossauros. Um dia, um estranho - Tumak interpretado por John Richardson - chega oriundo de um clâ mais agressivo chamado "Povo das Rochas". Ele foi banido do grupo devido a um desentendimento com seu pai. Embora Tumak pertença a um grupo rival, Loana se apaixona pelo estranho e resolve enfrentar diversos perigos pela sua paixão...

Dirigido por Don Chaffey o mesmo de "Jasão e os Argonautas" e com efeitos especiais do grande mago Ray Harryhausen "Um milhão de anos antes de cristo" é uma película deveras divertida, apesar dos grandes erros paleontológicos (homens convivendo com dinossauros.) e do roteiro tendencioso (A tribo dos loiros limpinhos contra a dos Cabeludos sujos.) ganhou uma nova versão em 1970 conhecida aqui no Brasil como "Quando os dinossauros dominavam a terra."



Portando se quiser curtir bem o filme não esquente com as aranhas e gafanhos gigantes e nem com a tartaruga marinha assassina, preste atenção em Rachel Welch de biquini de pele e esqueça o resto. Para os estudantes de cinema, vale pela belíssima técnica de animação de Harryhausen, que apesar de ultrapassada, rende bons momentos nostálgicos. O filme ainda conta no elenco com Percy Herbert, Robert Brown e Martine Beswick.



Por hoje é só.
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