julho 25, 2009

20 Milhões de milhas da terra.

Enfim meus amigos, depois de um jejum de 1 ano, sim meus caros, "um ano" sem atualizações da nossa coluna "Cinema Obscuro" eis-me aqui com a maior cara de pau de todas para dar continuidade a mesma.



Nesse período muitas coisas ruins aconteceram, espero que não tenham sido por causa deste humilde resenhista, faço aqui como sempre o mea culpa pois nesse periodo que fiquei "de folga" fui até mesmo ameaçado de morte por alguns dos meus queridos leitores, que não suportavam mais ficar sem a sua dose semanal de cinematografia trash. Dizem por aí a boca pequena que até mesmo que astros do cinema e da música mundial cometeram suícídio imaginando que a nossa coluna tinha ido para o além.

Mas vamos deixar o papo furado de lado e continuar com as nossas análise aprofundada sobre o chamado périodo "Preto e Branco" do mestre Ray Harryhausen, chegamos aqui a sua derradeira obra "20 Milhões de milhas da terra" (20 million miles to Earth, 1957) onde temos um mostro vindo de Vênus (Sim! Vejam que original!) tocando o terror na cidade de Roma (Sim! Vejam que original.) é claro que aqui a grande diversão mais uma vez e apreciar a técnica de Ray em sua plena forma.


No filme uma nave cai na costa da Sicília na Itália e um grupo de pescadores resolve prestar socorro, descobrimos então que dois astronautas humanos sobreviveram, sendo assim resgatados pelos pescadores, chegando em terra firme constatamos que a nave vinha de uma expedição a Venus e um dos sobreviventes morre devido a uma estranha doença de pele.


Em meio aos destroços, um garoto, filho de um dos pescadores e fascinado pelos cowboys americanos acha um recipiente de vidro com um tipo de casulo gosmento dentro e resolve leva-lo para o Doutor Leonardo (Frank Puglia) um zoologista, esperando assim conseguir alguns trocados.


Durante a noite o casulo se abre e dele surge o pequeno Ymir, uma criatura meio homem meio lagarto que lembra um pouco o "Monstro da Lagoa Negra" ele é visto primeiro pela neta do Dr Leonardo, Marisa (Joan Taylor, que já havia participado de outro filme de Ray "A Invasão dos discos voadores") imediatamente o Dr resolve colocar a criatura dentro de uma jaula fora de seu trailler. No dia seguinte a criatura dobrou o seu tamanho, estupefato pela descoberta, o Dr sai em busca do garoto que trouxe o casulo para saber mais sobre o monstro.


É claro que daqui para a frente vocês já imaginam mais ou menos o que acontece, o monstro o alcança um tamanho descomunal e foge, os militares tentam captura-lo para estudos sem sucesso e no final temos uma luta mortal do Ymir com um elefante enfurecido em frente ao coliseo; Como podemos ver, o roteiro segue a cartilha dos filmes B da década de 50 mas como eu disse antes a diversão aqui são os efeitos criados pelo mago Ray Harryhausen.


Uma curiosidade é que o nome do monstro não é citado na película, vemos uma citação do próprio Ray nos extras do segundo dvd onde ele cita a novelização do filme feita pelo escritor Henry Slesar para o primeiro número da revista "Amazing Stories Science Fiction Novels", no mesmo ano de 1957, com o título de "The Giant Ymir".


Vale citar que foi neste filme que Harryhausen estreou seu novo processo de movimentação entre miniaturas e pessoas reais. Era o chamado "Sistema Dynamation", que permitia colocar pessoas atrás e à frente da criatura sem causar aquela impressão artificial de filmagem sobreposta sob tela grande. A técnica foi muito mais aprimorada nos filmes seguintes, que seriam todos coloridos e, por isso mesmo, exigiam uma renovada sofisticação para que ficassem mais "acreditáveis"


Este é o último Dvd da coleção que foi remasterizada e colorida recentemente, a técnica como eu já havia comentado aqui não é das piores, mas para os cinéfilos mais "conservadores" é claro que é muito mais divertido assistir em preto e branco para se ter a mesma sensação daquela época.

Mais uma vez deixo os créditos de alguma informações adicionais que coletei no site Boca do Inferno o qual sou um frequentador assíduo.

VINTE MILHÕES DE MILHAS DA TERRA (20 million miles to Earth, Estados Unidos, 1957).
Duração: 82 minutos
Direção: Nathan (Hertz) Juran
Roteiro: Christopher Knopf, Bob Williams, baseado numa história de Charlotte Knight
Produção: Charles H. Schneer
Fotografia: Irving Lippman; Carlo Ventimiglia
Música: Mischa Bakaleinikoff
Edição: Edwin H. Bryant
Efeitos Visuais: Ray Harryhausen
Direção de Arte: Cary Odell
Elenco: : William Hopper (Robert Calder); Joan Taylor (Marisa Leonardo); Frank Puglia (Dr. Leonardo); John Zaremba (Dr. Judson Uhl); Thomas Browne Henry (Maj. Gen. A.D. McIntosh); Tito Vuolo (Charra); Jan Arvan; Arthur Space; Bart Braverman; Sid Cassel; John Duke; Ray Harryhausen (visitante do Zoo - não-creditado)

Um comentário:

Simoes Lopes disse...

Bizarro! Uma mistura de lagarto e gorila - um híbrido de Godzilla, Monstro da Lagoa Negra e King Kong num corpo só. Parece o homem-macaco do filme do Sinbad.

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